Nascido
em 21 de junho de 1908, no Rio de Janeiro e filho do Pastor
Francisco Fulgêncio Soren e Jane Filson Soren, começou
sua formação no Colégio Batista Shepard. Ali
ele concluiu o bacharelado em Ciências e Letras, enquanto
estudava matérias teológicas no Seminário
Batista do Sul do Brasil. Em 1928, embarcou para os Estados
Unidos, onde fez mestrado em Teologia e Artes, voltando ao Brasil
em 1933. Com a morte de seu pai naquele mesmo ano, a Primeira
Igreja Batista do Rio de Janeiro, depois de um ano de oração
e busca, chamou-o para ser seu pastor. Foi consagrado em 1935 e
durante cinqüenta anos (1935-1985) a pastoreou com rara
eficiência, onde batizou 3.345 pessoas.
Era
um pregador notável, aliava erudição à
simplicidade. Ocupou por onze vezes o cargo de presidente da
Convenção Batista Brasileira e presidente da Ordem
dos Pastores do Distrito Federal (hoje Rio de Janeiro), foi
reitor do Seminário Teológico Batista do Sul do
Brasil, orador e presidente da Aliança Batista Mundial,
fundador da Sociedade Bíblica do Brasil, pertenceu a
Academia Brasileira Evangélica de Letras e foi membro do
Conselho de Administração do Hospital Evangélico
do Rio de Janeiro. A Faculdade Georgetown, em Kentucky - USA
lhe conferiu o Doutorado em Divindade, em 1955 e a Faculdade
Batista William Jewell, em Missouri - USA, o Doutorado em
Letras, em 1960. Por sua incomum capacidade de tradução
simultânea, serviu como interprete, no Estádio do
Maracanã, do grande pregador norte-americano Billy Graham,
em 1960.
Foi
casado durante 55 anos com a profª Nicéa Miranda
Soren com quem teve três filhos, quatro netos e três
bisnetos. Ficou viúvo em 14 de maio de 1990.
Em
1944 emocionou o Brasil ao apresentar-se como voluntário
para servir como Capelão na II Guerra Mundial sendo
convidado então para estruturar o Serviço de
Capelania Evangélica que ainda não existia nas
Forças Armadas brasileiras. Foi nomeado Capelão
Militar em 13 de julho de 1944 e classificado no 1º
Regimento de Infantaria, (Regimento Sampaio). No dia 20 de
setembro do mesmo ano embarcou com destino ao teatro de operações
da Europa, onde permaneceu por 341 dias. A contribuição
cívica com que ele honrou sua pátria na condição
de Capelão Evangélico das Forças
Expedicionárias Brasileiras lhe rendeu as seguintes
condecorações militares: "Medalha do Esforço
de Guerra", "Medalha da Campanha da FEB", "Cruz de
Combate Primeira Classe" e a "Silver Star" (do Exército
Norte Americano). Posteriormente, receberia ainda as seguintes
medalhas, pelos mesmos motivos: "Mascarenhas de Moraes",
"Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial", "Amigos
da Marinha" e "Monte Castelo", entre outras. O trabalho do
Capelão Soren no front de batalha foi tão
importante, que o General Mascarenhas de Moraes, comandante da
Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a
Segunda Guerra Mundial, lhe prestou um elogio, publicado no
"Boletim da Divisão", de 28 de fevereiro de 1945 (vide
verso).
De volta ao Brasil, participou ativamente das
atividades dos ex-combatentes, vindo a presidir, a partir de
1978, a Confraternização dos Ex-Combatentes e
Veteranos Evangélicos da FEB (CONFRATEX-FEB), de que foi o
idealizador. João Filson Soren - O Combatente de Cristo,
faleceu às 21 horas do dia 2 de janeiro de 2002, aos 93
anos de idade. Sua vida nos deixa um legado de dedicação
e amor ao Senhor da seara. "Combati o bom combate, acabei a
carreira, guardei a fé". (II Tm 4.7). Deus seja louvado!
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