Saúde
A pastora Sandra de Andrade, fundadora da Revifé - grupo de apoio a mulheres mastectomizadas e aos demais portadores de câncer - e autora do livro Câncer não é uma sentença, é apenas uma palavra, da MK Editora, participa da caminhada de dois quilômetros contra o câncer de mama, que acontecerá no próximo domingo, dia 23, a partir da 9 horas, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. A campanha visa mobilizar e conscientizar a população sobre a doença, estimulando o diagnóstico precoce.
Com a proposta de chamar a atenção para o crescimento da doença e disseminar informações sobre o tema, a ação Dia do Compromisso terá diversas atrações, como shows, distribuição de folhetos informativos, além de contar com a presença da pastora, compartilhando sua experiência na batalha contra o câncer. A campanha acontece também em mais de 40 países na mesma data, como Canadá, Porto Rico, Itália, Japão, Malásia e Austrália. No Brasil, ocorrerão manifestações em diversas cidades de norte a sul. Mas, especificamente em cinco capitais - Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Salvador e Fortaleza terão a caminhada.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), só este ano, 48.930 sofrerão com o câncer de mama em todo o Brasil e mais de dez mil delas vão morrer. Este é um número preocupante, já que em 60% dos casos a doença é detectada em estágio avançado. Se diagnosticado precocemente, as chances para a cura são de 98%, de acordo com o Instituto.
Sandra de Andrade, que é o único membro não-médico da Sociedade Brasileira de Mastologia do Brasil e dá palestras sobre o assunto durante o ano inteiro, ressalta a importância do diagnóstico precoce. "O que se gasta com campanhas de prevenção, economiza-se no tratamento, que é muito caro. É necessário investir mais em equipamentos como os mamógrafos (capazes de diagnosticar o mal em estágio inicial). Além disso, o nosso Sistema Único de Saúde não tem estrutura para atender os portadores da doença", diz.
"Hoje, uma pessoa chega ao posto 4 horas da manhã e não recebe atendimento. Quando consegue uma consulta e a doença é diagnosticada, ainda espera de 3 a 6 meses para seguir o tratamento. E aí o câncer já está avançado e não tem mais jeito", afirma a pastora.
O evento contará, ainda, com uma tenda médica para exames, orientação à população sobre o câncer de mama e celebração pelas pacientes vencedoras na luta contra este mal.