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Paciente viva é dada como morta no INCA Fonte: Jornal O Dia de 30 de janeiro de 2008
Bruna Alt
Rio - Nelly Machado Oliveira, de 72 anos, é paciente do INCA há três anos, onde trata de um câncer de medula. Na última sexta-feira foi encaminhada pela filha ao hospital, após cair no banheiro de sua casa. Após ficar internada três dias, Nelly foi dada como morta pelo hospital que trocou seu prontuário com o de uma paciente falecida.
O equívoco foi percebido pela família da falecida Elisa da Costa Oliveira. O filho de Eliza, que é colega de trabalho do filho de Nelly, foi junto com a irmã fazer o reconhecimento do corpo da mãe e percebeu que a ficha que constava na gaveta no necrotério onde estava o corpo de Elisa, tinha o nome de Nelly.
Segundo informações de Jorge Luís Machado Oliveira, filho de Nelly, o prontuário da paciente viva já estava sendo procurado na enfermaria, mas havia sido encaminhado para a preparação da certidão de óbito. Ele diz ter procurado a direção da instituição, mas o caso foi encaminhado para a ouvidoria onde seria tratado como "mais um caso de reclamação" e afirma que percebeu um certo descaso pelos funcionários do INCA.
"Quem trabalha com documento está fadado a este tipo de erro, mas quem trabalha com vidas tem que ter mais cuidado" disse Jorge.
A família de Nelly tem em mãos a ficha que estava junto ao corpo da outra paciente. Eles garantiram que não pretendem entrar na justiça contra o hospital, mas pedem que este tipo de caso seja tratado com mais cuidado para que não se repita.
A assessoria do INCA declarou que o caso está sendo apurado pela ouvidoria e se desculpa com a família do paciente por qualquer tipo de constrangimento que o problema tenha causado. O INCA atestou estar passando por uma padronização para a melhora na organização dos prontuários e que trabalha sistematicamente pra que este tipo de problema não aconteça.
*****Meu comentário: Sr Ministro Temporão esta matéria será incluída na pasta de documentos e na CARTA DO RIO CONTRA O CÂNCER que faço questão de entregar-lhe pessoalmente em MAIO . "Dignidade para viver, dignidade para morrer." Dra Sandra de Andrade Psicoterapeuta Membro Filiada da Sociedade Brasileira de Mastologia
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